sábado, 15 de maio de 2021

ANTI- HELMÍTICOS EM BOVINOCULTURA DE CORTE

Fonte: revista rural agropecuária

 Autor: Ana Eliza da Silva

A bovinocultura está entre os segmentos que mais crescem no país, principalmente a destinada a produção de carne. Aumentar a produtividade, eficiência e diminuir os custos se tornou uma necessidade fundamental, além de tudo também criando- se assim carne de qualidade confiável. Contudo, para que os animais apresentem ganhos satisfatórios em sistemas mais intensivos, recomenda-se atenção especial às verminoses gastrointestinais, cujos efeitos negativos estão relacionados a atraso no crescimento, perdas de peso e menor produtividade animal (CASTRO, S. R. S. de et al. 2009). 

Os nematódeos prejudicam o desenvolvimento e podem inclusive provocar a morte do hospedeiro, diminuindo a resistência a infecções por outros agentes etiológicos, competindo por nutrientes e provocando danos na mucosa do trato gastrintestinal, os quais acarretam distúrbios na digestão e absorção dos alimentos. O grau de patogenicidade desses parasitado rebanho depende de fatores climáticos, tipo de exploração (intensivo ou extensivo), espécies envolvidas, veis de parasitismo, resistência, idade e estado nutricional do hospedeiro, manejo dos animais e das pastagens, etc (CATTO, 1982). 

As infecções por nematódeos gastrintestinais causam importantes perdas produtivas em bovinos. As nematodíases subclínicas, nas quais há queda no desempenho produtivo sem a manifestação de sinais clínicos, são as mais comuns, havendo ainda os gastos com antiparasitários e os prejuízos com o eventual descarte de leite no pós-tratamento, durante o período de carência. As helmintoses estimulam respostas fisiológicas desfavoráveis ao bem-estar e à produtividade dos bovinos; todavia, esse impacto pode ser reduzido por meio de adequadas medidas de controle antiparasitário, envolvendo o manejo do rebanho e as aplicações de anti-helmínticos (Fernandes, 2004). 

Muitas vezes o controle antiparasitário aplicado nos bovinos não obedece a critérios técnicos, especialmente em propriedades de pequeno porte. Esse fato evidencia a negligência em relação ao conhecimento epidemiológico no direcionamento do controle de helmintos nesses rebanhos. Para prevenir ou minimizar as perdas ocasionadas pelas verminoses, utilizam-se tratamentos anti-helmínticos estratégicos, os quais proporcionam redução na mortalidade dos animais em torno de 2% e, no abate, um ganho de peso vivo por animal de aproximadamente 41 kg. Porém esse procedimento gera custos de fármacos e mão de obra para a fazenda, além de que com a utilização as cepas tem desenvolvido resistência aos antehelmínticos (CASTRO, S. R. S. de et al. 2009) 

A utilização de antihelmíticos tem sido o principal método de controle de parasitas em bovinos, isso se torna um problema pois favorece resistência dos hospedeiros. Estão sendo investigados trabalhos com pastagem rotacionada com o objetivo de se controlar, interrompendo o ciclo (Fernandes, 2004).  

Um estudo foi feito por Fernandes em 2004, no Rio Grande do Sul, onde o pastejo foi alternado entre bovinos e ovinos, sua eficácia foi comprovada e justificada por ao ingerir parasitas que não o atinge, destrói o mesmo, esse método favorece especialmente animais mais susceptíveis como fêmeas prenhes.  

CASTRO, S. R. S. USO DE ANTI-HELMÍNTICOS E BIOESTIMULANTES NO DESEMPENHO DE BOVINOS DE CORTE SUPLEMENTADOS A PASTO NO ESTADO DO PARÁ. Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 2, p. 527-537, abr./jun. 2009 

FERNANDES, L.H. Effect of rotational and alternate grazing with adult cattle on the control of nematode parasites in shees, ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.56 no.6 Belo Horizonte Dec. 2004. 

 

CATTO, J.B., FURLONG, J. DESENVOLVIMENTO DE BOVINOS CRIADOS EXTENSIVAMENTE, SUBMETIDOS A VÁRIOS ESQUEMAS DE TRATAMENTO ANTI-HELMÍNTICO, NO PANTANAL MATOGROSSENSE. Pesq. agropecbrasBrasilia, 17(1):131-136, jan. 1982. 

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