segunda-feira, 22 de março de 2021

EDITAL SUBMISSÃO DE POSTAGENS


GEAAN Corte: Grupo de Estudos Aplicados ao Agronegócio de Gado de Corte

PUC Minas Betim

Professores orientadores: Rafahel Carvalho e Guilherme Lobato


 E-mail: geaancorte@gmail.com

Nosso blogger tem o intuito de promover e divulgar conhecimento, não só a partir de nossos integrantes, mas sim de todos que estão dispostos a contribuir. O blogger é uma fonte de acesso liberado a quaisquer públicos, entretanto com foco principal na área das ciências agrárias.

Por meio deste, estamos convidando a todos autores de publicações, com temas ligados ao agronegócio, a nos enviar por e-mail a publicação, que passará por um sistema de seleção para possível postagem.

Seguem abaixo instruções para publicação:

* A publicação pode ou não ter sido publicada anteriormente em outros meios.

* A publicação não tem limite de autores. 

* As publicações não são limitadas aos alunos da PUC Minas, são abertas a todos que produziram textos de qualidade.

* A publicação deve ter referências de fontes confiáveis e formatadas de acordo com as normas da ABNT.

* Todas as publicações deverão ter imagens, tabelas ou gráficos, devidamente referenciados (pedimos que deem preferência a produções pessoais, ou seja, dos prórpios autores).

* Plágio não será permitido. Fique atento, plágio é crime!

* Os textos deverão ter no mínimo 500 palavras e, no máximo, 1200.

* Publicações a respeito de divulgação de eventos serão analisadas isoladamente, levando- se em consideração a necessidade específica de cada um.

* A publicação deve ser enviada para o e-mail: geaancorte@gmail.com, contendo título, autores, texto, ilustração, fonte e referências. Quando publicado será enviado ao mesmo e-mail a notificação.

AGRADECEMOS A COLABORAÇÃO COM NOSSO GRUPO.

COTAÇÃO 22/03/2021


 

sexta-feira, 19 de março de 2021

CURIOSIDADES SOBRE A GORDURA DO LEITE

 Autora: Isadora Marugueiro de Paula Teodoro

Graduanda do curso de Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Betim.


A gordura do leite é constituída em cerca de 65% por ácidos graxos saturados. Esse perfil está estritamente relacionado com a ação das bactérias ruminais. Esse nutriente pode variar o seu teor conforme a espécie animal e também com a nutrição do animal (criado a pasto ou em confinamentos). 

O leite, mais detalhadamente a gordura é constituído por uma gama de ácidos graxos, sendo que os principais até o momento que trazem benefícios a saúde humana são: Acido Linoleicos conjugados (CLAs), os seus precursores a produção do ácido pelos animais é mais presente em forragens novas; ácido butírico, o qual sua quantidade na gordura do leite não é muito afetada pela dieta animal; ácido palmitoléico, esse está associado a forragens novas; ácido fitânico, proveniente da clorofila das forragens. Todos esses ácidos graxos são produzidos a nível ruminal por bactérias em vacas, ovelhas e cabras.  

A quantidade de CLA na gordura do leite varia muito, ainda não se sabe ao certo o motivo. Esse ácido graxo oferece como efeitos benéficos: melhoria na sensibilidade à insulina e redução da gordura hepática. O ácido butírico possui um papel importante na saúde intestinal, pois ele reduz a expressão de citosina pro-inflamatórias e nos estudos ele foi responsável por melhorar os sintomas da doença de Cohn. O ácido palmitoléico gerou um aumento de HDL, redução dos triglicerídeos e menor resistência à insulina, já o ácido fitânico é responsável por regular o metabolismo da glicose no fígado. 

A gordura do leite é um nutriente com alta densidade energética. No entanto, estudos recentes mostraram que os produtos lácteos que têm alto teor de gordura, não são os responsáveis pelo aumento da obesidade. Essa enfermidade está relacionada com o aumento da ingestão de carboidratos, álcool e açucares. Esses alimentos apresentam mais ácidos graxos de cadeia par. Além disso, a gordura láctea é associada ao aumento da obesidade também, pelo fato de como muitas vezes essa é ingerida. Uma grande proporção é consumida na forma de alimentos doces ou salgados, como sorvetes e pizza. 

Os ácidos graxos saturados possuem efeitos distintos sofre o sistema cardiovascular, mas nos estudos mais recentes os indivíduos que se alimentavam com lácteos de alto teor de gordura tinham menor chance de doenças cardiovasculares. E o consumo de produtos lácteos com a presença de gordura saturada se mostrou inversamente proporcional à obesidade, independentemente do nível de gordura. Ademais, os produtos lácteos fermentados (queijo e iogurtes) mostraram-se com potencial anti-inflamatório.
Fonte: arquivo pessoal
REFERÊNCIAS:
Kratz M., Baars T., Guyenet S., The relationship between high-fat dairy consumption and obesity, cardiovascular, and metabolic disease. Embrapa, review. Eur J Nutr DOI. 2017.
Chartier-Drouin J. P., Côte J.A., Labonté M.E. Comprehensive Review of the impact of Dairy Foods and Dairy fat on Cardiometabolic Risk. Embrapa. ADV Nutri. 2016; 7:1041-51.

quinta-feira, 18 de março de 2021

ATIVIDADE DOS IONÓFOROS NO AMBIENTE RUMINAL

 Autora: Ana Eliza da Silva 

Graduanda do curso de Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Betim 

O rúmen é um ecossistema, onde nele habitam várias espécies bacterianas, protozoárias e fúngicas, que vivem entre interdependência e competição, por isso mudanças bruscas na dieta podem a vir se desencadear enfermidades pois a competição induz ao consumo excessivo (CONSTABLE et al., 2017). No rúmen os carboidratos, são a principal fonte de energia, convertidos em AGV’s (Ácidos Graxos Voláteis) e lactato, os AGV’s são acetato, butirato e propionato. Quando o animal se alimenta de uma dieta rica em fibra, há maior produção de ácido acético, responsável pela produção de ácidos graxos. Já numa dieta rica em concentrado, prática comum em confinamentos dedicados a terminação, há maior produção de ácido propiônico, o qual é responsável pela produção de glicose. Quanto maior a concentração de ácido propiônico no rúmen, mais baixo fica o pH ruminal, além de haver predominância das bactérias gram-positivas (Streptococcus bovis) que são produtoras de ácido lático. Com isso soluções para o problema foram tragos com os ionóforos, os quais têm como função manter o equilíbrio do ambiente ruminal, favorecendo o aproveitamento dos nutrientes advindos da dieta. Os ionóforos como a monensina sódica e a lasalocida, inibem o crescimento das bactérias produtoras de ácido lático, além de controlar a produção de metano no rúmen que ocasiona gasto de energia. A monensina diminui a proporção de ácido acético no rúmen e aumenta a proporção de ácido propiônico, disponibilizando mais energia para o animal, principalmente por favorecer o crescimento de bactérias gram-negativas produtoras de propionato. Com isto, há diminuição da mobilização de gordura corpórea, aumento da passagem de proteína do alimento para os intestinos sem ser degradada no rúmen. mantendo o animal em peso estável (OLIVEIRA et al, 2005). Como diminui a perda de energia, proporciona melhor aproveitamento do alimento para a produção, resultando em melhor conversão alimentar, não alterando o ganho de peso quando se é utilizado rações de alto consumo, mas em casos de dietas de valor energético menos denso, melhora a conversão alimentar, propicia o ganho de peso e reduz os riscos de acidose (NEGRÃO et al., 2010). Em geral a utilização de antibióticos não ionóforos, como por exemplo a virginiamicina na alimentação animal em doses balanceadas, contribui para um menor custo de produção, promovendo o crescimento, melhorando a conversão alimentar e agindo sobre microrganismos específicos. Estes mecanismos estão baseados em atuar diretamente no metabolismo animal, alterar a população de bactérias para que haja conservação dos nutrientes, controlar doenças subclínicas e alterar a população de microrganismos no rúmen para alterar a eficiência de fermentação (OLIVEIRA et al., 2005). Enfim, a dieta rica em concentrado aumenta relativamente mais o teor de propiônico, particularmente, e de butírico em relação a uma dieta rica em fibra. Dietas ricas em concentrado têm menor perda de energia como Metano (CH4) em função do maior teor de propiônico. Outra vantagem é que o propionato tem menor incremento calórico, sendo uma forma mais eficiente de utilização de energia, quando comparado ao acético. Esses estariam entre os motivos da maior eficiência de dietas de alto concentrado. Outro fator muito importante é a diluição das exigências de mantença e reflexo positivo com a diminuição do custo da dieta total (MEDEIROS E MARINO, 2015). 

 

  FONTE: Arquivo pessoal

 

                              

 REFERÊNCIAS:  

CONSTABLE, P.D.; HINCHCLIFF, K.W.; DONE, S.H.; GRÜNBERG, W. Veterinary Medicine: A Textbook of the Diseases of CattleHorseSheepPigs and Goats. 11a ed., St. Louis: Elsevier, 2017. 2308p. 

NEGRÃO, N. F.; et al. Utilização de ionóforos como aditivo na alimentação de bovinos de corte. PUBVET, v. 4, 2010 

OLIVEIRA, S. J.; et al. Uso de aditivos na nutrição de ruminantes. REDVET, v. 6, 2005. 

MEDEIROS, S.R.; MARINO, C.T. Carboidratos na nutrição de gado de corte/ CAPÍTULO 4. Livro Nutrição de gado de Corte Fundamentos e Aplicações. Embrapa. Brasília DF, 2015. 

 

sábado, 13 de março de 2021

RADAR TÉCNICO GEAAN CORTE

Link: RADAR TÉCNICO

Fonte imagem: portal DBO

É com muito orgulho que compartilhamos com vocês nossa revista RADAR TÉCNICO 2021. Elaborada pelo GEAAN Corte em parceria com outros grupos de estudos e professores coordenadores a revista tem como objetivo trazer informações e discussões sobre diversos temas relevantes e contar um pouquinho da história dos nossos membros. 

Não deixe de dar uma olhada e contar aqui nos comentários o que achou!

Gostariamos de agradecer também a todos que colaboraram com esse projeto!

Agradecimento em especial as editoras Eduarda Chaves Oliveira e Jessica Choel Rangel, e aos professores orientadores Guilherme Lobato Menezes e Rafahel Carvalho de Souza.


RADAR TÉCNICO GEAAN CORTE