segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Tuberculose Bovina

 

Tuberculose Bovina

 AUTOR: JOÃO LUCIO



A Tuberculose Bovina (TB) é uma enfermidade zoonótica causadora de prejuízos econômicos e sanitários no brasil e no mundo, sendo sua notificação obrigatória aos órgãos de saúde. Essa doença é causada pela bactéria Mycibacterium bovis, que afeta principalmente o sistema respiratório dos animais, mas comprometendo também outros sistemas. Esta bactéria possui tropismo pela espécie bovina, mas pode afetar outras espécies como bubalinos, caprinos e inclusive a humana (SMANIOTTO et al., 2019).

Transmissão

A transmissão ocorre por via aerógena, inalação de gotículas liberadas na tosse e secreção nasal, de animais com infecção ativa, no entanto, pode acontecer também de forma indireta, através de utensílios contaminados (RIET-CORREA & GARCIA, 2007). Pode ocorrer transmissão também através de leite e carne contaminados.

Sinais Clínicos

A maior parte dos animais são assintomáticos, entretanto, em alguns casos a sintomatologia clínica pode-se manifestar com anorexia, caquexia, apetite diminuído ou seletivo, debilidade, prostração, dispneia, secreção nasal, diminuição na produção de leite, dentre outros sinais respiratórios (RADOSTITS et al., 2002).

Diagnóstico

O diagnóstico da tuberculose bovina pode ser efetuado por métodos diretos e indiretos. Os diretos envolvem a detecção e identificação do agente etiológico no material biológico. Os indiretos pesquisam uma resposta imunológica do hospedeiro ao agente etiológico, que pode ser humoral (produção de anticorpos circulantes) ou celular (medida por linfócitos e macrófagos). O diagnóstico clínico, associado a tuberculinização, possibilita a identificação de animais com tuberculose avançada.

Tratamento

A tuberculose não possui tratamento, devendo os animais positivos serem sacrificados, além da realização de um controle sanitário na propriedade.

Independente dos métodos de diagnósticos utilizados, é fundamental que os animais positivos sejam abatidos, evitando-se, assim a disseminação da tuberculose (BRASIL, 2001).

 

ASSI, J.M., et al. Tuberculose Bovina. Getec, v10, n30, p97-107, 2021.

Pacheco., A.M., et al. Tuberculose Bovina – Relato de Caso. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. 2009.

Gomes., I.G. Tuberculose bovina. Politécnico de Portalegre, ESAE.SA.49. 2020.

Bem estar animal na produção de carne bovina



Bem estar animal na produção de carne bovina

AUTOR: MYTSA GUIMIRÃES 

O bem estar animal é um tema que vem sendo muito discutido mundialmente e com o passar dos anos os consumidores se tornam cada vez mais exigentes em relação aos produtos que eles levam pra casa.

O principio do bem estar animal baseia-se no modelo das “cinco liberdades”:

  •         Livre de sede, fome e má nutrição
  •          Livre de dor, ferimentos e doenças
  •          Livre de desconforto
  •          Livre de medo e estresse
  •          Livre para expressar seus comportamentos naturais

Animais quando são privados dessas liberdades desenvolvem comportamentos como estresse, agressividade entre outros comportamentos atípicos, porém esses comportamentos podem ser diminuídos através de um manejo correto.

Fonte: Google imagens

Caso o manejo não seja feito de forma correta surgirão problemas que interferem significativamente na qualidade do produto final, como: perda de peso, carcaças com hematomas ou até mesmo morte de animais.

A aplicação de práticas de bem estar animal traz benefícios para o pecuarista, incluindo: redução da mortalidade, melhor resistência a doenças, melhora na saúde animal, produto de melhor qualidade e com maior valor agregado.

Fonte: Google imagens

Por isso é importante disseminar as premissas do bem estar animal e suas vantagens, para que seja colocado em prática e se faça uma pecuária cada vez mais lucrativa e sustentável.

 

ROSA, Iara Maria Miguel Fonseca et al. O impacto do bem-estar animal para o agronegócio aplicado à bovinocultura no Brasil. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 6, p. 56531-56546, 2021.


quinta-feira, 27 de maio de 2021

Importância da cura de umbigo de maneira correta e transtornos quando mal feita

 Em um sistema de produção de animais, o manejo correto dos animais é importante desde o nascimento, o que será crucial para a obtenção de resultados positivos no futuro.  







FONTE: PRESENTE RURAL

AUTOR: MAURO BOUZAS LOUREIRO NETO



Após o nascimento do bezerro uma das primeiras coisas a serem feitas é a cura do umbigo, o umbigo de um recém-nascido é um local bastante sensível, além de ser a porta de entrada para diversos microrganismos, que podem acarretar distúrbios infecciosos, inflamatórios e parasitários, que podem se espalhar para o restante do organismo do animal. E para se prevenir tais eventualidades, que a cura bem feita da região umbilical se torna de suma importância para a saúde do animal, proporcionando uma melhor eficiência produtiva e um melhor custo-benefício para o produtor.  

Durante o período de gestação, o feto vai ser suprido de nutriente e de sangue através da estrutura denominada cordão umbilical. E através deste, percorre veia e artérias umbilicais, além de um cordão fibroso, o úraco. Com a ocorrência do parto, essas estruturas se rompem, assim ficando expostas, e o seu ressecamento e total cicatrização leva em torno de dez dias. Cada estrutura está ligada a uma parte do organismo do bezerro, devido a isso, se torna a maior porta de entrada para infecções em neonatais. As artérias ali presentes estão relacionadas as artérias ilíacas a placenta. Já a veia umbilical conecta-se a fígado, e o úraco comunica a bexiga fetal a cavidade alantoide. Devido a localização e função dessas estruturas, podemos constatar que uma infecção nessa região pode se dispersar para todo o corpo do indivíduo, acarretando diversos distúrbios. 

Uma das principais causas da mortalidade em recém-nascidos destaca-se as onfalites/onfaloflebites. Microrganismos comuns de onfalite são encontrados frequentemente em animais com septicemia. 

Os danos causados podem ser classificados em infecciosos, ocasionados por bactérias, e não infecciosos, quando são hérnias, persistência do úraco e por neoplasias. E também podem ser diferenciados em extra abdominais (onfalite) e intra abdominais (onfaloflebiteonfaloarteriteuraquiteonfaloarterioflebiteonfalouracoflebiteonfalouracoarterite ou panvasculite umbilical). 

Ao se incrementar em sua propriedade animais vindos de cria, obter informações sobre o histórico do animal, se recebeu uma boa colostragem, analisar situação umbilical, e em casos onde o animal apresenta algum quadro patológico, exames de sangue, cultura ou outros de acordo com a gravidade, dentre outros fatores são de suma importância para se diagnosticar quadros de onfalites. 

Como prevenção de anormalidades na região umbilical, o uso de soluções que apresentam iodo de 5 a 10% são uma boa forma para evitar transtornos. Esse procedimento deve ser feito corretamente, deixando o umbigo imerso no mínimo por trinta segundos, duas vezes ao dia. Estudos ressentes afirmam a eficácia de produtos que possuem a função de antissépticos locais, antibióticos e larvicidas, que afugentam possíveis moscas causadoras de miíase 

Para o tratamento de problemas mais graves, é preciso diagnosticar primeiramente toda a situação, como os agentes causadores, a gravidade e a evolução do quadro, para assim, efetuar um tratamento eficaz.  

É recomendável realizar uma boa cura de umbigo imediatamente após o nascimento, pois quando há anormalidades na região umbilical os animais acometidos irão apresentar um menor desempenho comparando aos demais que passaram por um bom manejo de cura.

FONTE: ARQUIVO PESSOAL

TEXEIRA, A.S.M et al. Onfalite e onfaloplastia em bezerro – Relato de Caso- Umbilical infection and umbilical surgeryin calf and–Case report, Brasília, v. 3, 2021, n. 1, p. 10, 2021.  

HINTZ, L.P; BERTAGNON, H.G; LAPCZAK, J.C.O. Avaliação de diferentes protocolos preventivos para onfalopatias em bovinos de corte recém-nascidos, Guarapuava, v. 13, 2019, n. 5, p. 1-7.





 

 

sábado, 15 de maio de 2021

ANTI- HELMÍTICOS EM BOVINOCULTURA DE CORTE

Fonte: revista rural agropecuária

 Autor: Ana Eliza da Silva

A bovinocultura está entre os segmentos que mais crescem no país, principalmente a destinada a produção de carne. Aumentar a produtividade, eficiência e diminuir os custos se tornou uma necessidade fundamental, além de tudo também criando- se assim carne de qualidade confiável. Contudo, para que os animais apresentem ganhos satisfatórios em sistemas mais intensivos, recomenda-se atenção especial às verminoses gastrointestinais, cujos efeitos negativos estão relacionados a atraso no crescimento, perdas de peso e menor produtividade animal (CASTRO, S. R. S. de et al. 2009). 

Os nematódeos prejudicam o desenvolvimento e podem inclusive provocar a morte do hospedeiro, diminuindo a resistência a infecções por outros agentes etiológicos, competindo por nutrientes e provocando danos na mucosa do trato gastrintestinal, os quais acarretam distúrbios na digestão e absorção dos alimentos. O grau de patogenicidade desses parasitado rebanho depende de fatores climáticos, tipo de exploração (intensivo ou extensivo), espécies envolvidas, veis de parasitismo, resistência, idade e estado nutricional do hospedeiro, manejo dos animais e das pastagens, etc (CATTO, 1982). 

As infecções por nematódeos gastrintestinais causam importantes perdas produtivas em bovinos. As nematodíases subclínicas, nas quais há queda no desempenho produtivo sem a manifestação de sinais clínicos, são as mais comuns, havendo ainda os gastos com antiparasitários e os prejuízos com o eventual descarte de leite no pós-tratamento, durante o período de carência. As helmintoses estimulam respostas fisiológicas desfavoráveis ao bem-estar e à produtividade dos bovinos; todavia, esse impacto pode ser reduzido por meio de adequadas medidas de controle antiparasitário, envolvendo o manejo do rebanho e as aplicações de anti-helmínticos (Fernandes, 2004). 

Muitas vezes o controle antiparasitário aplicado nos bovinos não obedece a critérios técnicos, especialmente em propriedades de pequeno porte. Esse fato evidencia a negligência em relação ao conhecimento epidemiológico no direcionamento do controle de helmintos nesses rebanhos. Para prevenir ou minimizar as perdas ocasionadas pelas verminoses, utilizam-se tratamentos anti-helmínticos estratégicos, os quais proporcionam redução na mortalidade dos animais em torno de 2% e, no abate, um ganho de peso vivo por animal de aproximadamente 41 kg. Porém esse procedimento gera custos de fármacos e mão de obra para a fazenda, além de que com a utilização as cepas tem desenvolvido resistência aos antehelmínticos (CASTRO, S. R. S. de et al. 2009) 

A utilização de antihelmíticos tem sido o principal método de controle de parasitas em bovinos, isso se torna um problema pois favorece resistência dos hospedeiros. Estão sendo investigados trabalhos com pastagem rotacionada com o objetivo de se controlar, interrompendo o ciclo (Fernandes, 2004).  

Um estudo foi feito por Fernandes em 2004, no Rio Grande do Sul, onde o pastejo foi alternado entre bovinos e ovinos, sua eficácia foi comprovada e justificada por ao ingerir parasitas que não o atinge, destrói o mesmo, esse método favorece especialmente animais mais susceptíveis como fêmeas prenhes.  

CASTRO, S. R. S. USO DE ANTI-HELMÍNTICOS E BIOESTIMULANTES NO DESEMPENHO DE BOVINOS DE CORTE SUPLEMENTADOS A PASTO NO ESTADO DO PARÁ. Ciência Animal Brasileira, v. 10, n. 2, p. 527-537, abr./jun. 2009 

FERNANDES, L.H. Effect of rotational and alternate grazing with adult cattle on the control of nematode parasites in shees, ZOOTECNIA E TECNOLOGIA E INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.56 no.6 Belo Horizonte Dec. 2004. 

 

CATTO, J.B., FURLONG, J. DESENVOLVIMENTO DE BOVINOS CRIADOS EXTENSIVAMENTE, SUBMETIDOS A VÁRIOS ESQUEMAS DE TRATAMENTO ANTI-HELMÍNTICO, NO PANTANAL MATOGROSSENSE. Pesq. agropecbrasBrasilia, 17(1):131-136, jan. 1982. 

RADAR TÉCNICO GEAAN CORTE